segunda-feira, 1 de setembro de 2014

ENSINANDO INGLÊS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

As crianças estão desenvolvendo suas habilidades motoras, cognitivas e sociais, portanto nossas aulas contemplarão paralelamente à língua estrangeira todas as atividades pedagógicas aplicadas à cada fase.
De modo geral algumas estratégias ou ferramentas destacam-se no trabalho aplicado à educação infantil:

LÚDICO: músicas, histórias, materiais de apoio...
LINGUAGEM CORPORAL
‘REALIA’ (utilização de exemplos reais, concretos, que a criança possa visualizar ou tocar)
VINCULO AFETIVO

Materiais pedagógicos em geral, como fantoches, brinquedos e livros são muito utilizados. O professor tem que entrar na brincadeira e participar da fantasia, vamos nos cansar e nos sujar. Músicas são grandes aliadas na aprendizagem de outro idioma, podemos explorá-las de diversas formas e desenvolver muitas atividades diferentes. Vídeos são muito bem-vindos, mas devem ser curtos.
O trabalho motor é continuo, o vocabulário sempre estará vinculado à brincadeiras que estimulem a consciência e o domínio  corporal. Como o tempo de atenção dos pequenos é menor, em algumas escolas as aulas também tem seu tempo reduzido. Mesmo assim, temos que estar atentos ao limite deles pois numa aula, se necessário, ocorre a mudança de atividades diversas vezes.
É preciso ter paciência, dar destaque para alguns vocabulários por aula. Focar uma palavra ou duas por atividade e aos pouquinhos expandir o trabalho, respeitando o tempo de cada criança. Também é importante definir uma rotina. Eles necessitam disso para sentir segurança. Ações como adotar o mesmo ritual de saudações ou descobrir a brincadeira preferida da sala e aplicar em determinado momento ajudam  a construir um repertório fixo.

Ensinar inglês para  crianças entre dois e três anos é um desafio e uma brincadeira constante já que muitos ainda estão desenvolvendo a oralidade. Nursery rhymes são ótimas, mas devemos dar preferência às curtas e repetitivas, sempre fazendo gestos e inventando coreografias fáceis que eles possam acompanhar.  O trabalho fica mais fácil se feito em grupo, com a sala toda. Entretanto, temos que estar atentos e dar atenção individual.  Para  contação, ou para mostrar algo, ou até mesmo para algumas músicas podemos colocá-los em círculo, ou sentados em colchonetes à nossa frente. De todo modo, eles não ficam parados muito tempo. Evitar que se mexam é o mesmo que impedi-los de pensar, pois o movimento é simultâneo ao pensamento e também sua maior forma de expressão. Geralmente o foco das atividades é em cima de um vocabulário específico, trabalha-se exaustivamente uma palavra por vez (não que isso signifique que o professor só dirá essa palavra na aula, mas que irá destacar essa palavra).
Nessa idade a criança é egocêntrica, ou seja, está descobrindo o mundo a seu redor através de si mesma. É a fase onde se priorizam os sentidos, movimento, formas, pessoas, sons e comunicação. As brincadeiras devem ser lúdicas, sem regras ou com regras muito simples e estímulos que contemplem habilidades sensório-motoras. Fazem parte destas ações abrir, fechar, empilhar, encaixar, andar, rolar, sentir, cantar, perguntar e responder. Nessa fase eles são muito visuais e táteis.
A exploração das texturas é um recurso que traz muitos resultados. Quando um vocabulário é associado a um objeto que possa ser tocado, sentido pela turminha, a aprendizagem é mais significativa. Brinquedos, livros de feltro, E.V.A, ou qualquer material que agregue sensações são muito bem-vindos.
Temos que tomar muito cuidado na escolha dos materiais, eles tem que ao mesmo tempo, ser resistentes e não oferecer risco,  já que muitos levam objetos à boca ou mordem. As figuras tem que ser grandes, e bem coloridas. Quando fizermos atividades em folha, devemos optar por desenhos grandes, com formas simples e pintura em giz (grosso, os fininhos quebram), pintura a dedo com tinta (verificar bem o rótulo), ou tubos de cola glitter ou colorida. Atividades desse tipo em grupo fazem sucesso com os pequenos, embora eles precisem de bastante supervisão. Para que consigamos atingir os objetivos da aula, temos que falar o tempo todo com eles, interagir, proporcionar e incentivar situações para que o inglês seja utilizado.

Entre três e quatro anos há uma maior interação com o corpo. Aponte para você, para os colegas, para o espelho. Explore a coordenação motora-fina. Entre cinco e seis anos, em geral a fase da alfabetização, o trabalho com os números, o alfabeto e a escrita torna-se mais abrangente, eles já tem maior domínio sobre o próprio corpo, movimentos, ações e direções. Interagem mais entre si e participam muito bem na construção dos contratos pedagógicos. Nessa idade geralmente as crianças já estão no inseridas no ensino fundamental.
Conforme elas vão crescendo e as habilidades sendo desenvolvidas, as possibilidades e abordagens em sala aumentam. Surgem novas brincadeiras como jogo da memória, massinha, quebra- cabeça, blocos...mudamos a dinâmica da sala, fazemos  trabalho em roda , grupos de rotatividade ( quando um grupo faz uma atividade especifica com o professor e o restante dos grupos fazem uma geral, e vão trocando), ou pares. Quanto mais grandinhos maior a interação e a participação, aí podemos colocá- los como ajudantes, fazer com que sejam cada vez mais ativos na aula. 

Entre tantas realidades diferentes de trabalho, seja por material adotado, método, região e outros motivos, esses procedimentos são básicos. Como os temas abordados tem que ser próximos da realidade do aluno, começamos sempre por algo que ele já conheça. Assuntos como saudações básicas (oi, tchau), animais, família e alimentos são ótimos condutores. Com o tempo, estes assuntos podem ser melhor explorados, expandidos e ligados à outros.
Uma boa ajuda pode vir da equipe pedagógica da escola. Podemos pedir alguma orientação especifica ou trocar informações com outros professores pois juntos nós podemos pensar em alguma abordagem que favoreça o trabalho em sala e até mesmo desenvolvermos algum projeto interdisciplinar.

BYE!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário